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Região Sul enfrenta o pior momento da pandemia de Covid

Em um mês, pelo menos 168 pessoas morreram enquanto esperavam um leito de UTI em Santa Catarina. A Covid matou 1.500 pessoas no Rio Grande do Sul em cinco dias. Região Sul enfrenta o pior momento da pandemia

A região Sul enfrenta o pior momento da pandemia. Hospitais lotados, filas de espera na UTI e muitas mortes em Santa Catarina. Em um mês, pelo menos, 168 pessoas morreram enquanto esperavam um leito de UTI no estado.

A Damázia Regina Conceição acompanhou a angústia da irmã, que acabou morrendo enquanto aguardava transferência: “Foi um momento assustador, o momento que eu acho que ela estava sofrendo lá. Ela sem uma notícia, sem um sinal de fumaça que viria a vaga”.

Na noite desta sexta-feira (19), o governo catarinense publicou um novo decreto, com medidas mais brandas de isolamento. Restaurantes e shoppings poderão funcionar, só que com 25% da capacidade, até o dia 5 de abril.

Caminho inverso ao do Paraná, onde foram adotadas regras rígidas de circulação para 11 cidades da região metropolitana de Curitiba. Só pode abrir o que é serviço essencial. A prefeitura da capital começou a usar as UPAs como hospitais para os pacientes com Covid.

Walter está preocupado com a mulher, que foi intubada na manhã desta sexta (19) e precisa ser transferida para uma UTI, mas não há vaga: “É difícil você não conseguir fazer nada. Os hospitais todos cheios. Você se sente incapaz de não poder fazer nada, de mãos atadas. É muito complicado”.

A Covid-19 matou 1.550 pessoas no Rio Grande do Sul, em cinco dias. O estado segue na bandeira preta, que indica risco altíssimo de contágio pelo coronavírus. Mas, nesta sexta, o governo gaúcho autorizou que prefeitos voltem a adotar medidas menos restritivas.

Horas depois, a Justiça suspendeu a decisão e deu prazo até a noite de segunda-feira (22) para o governo do Rio Grande do Sul explicar o novo decreto. Enquanto isso, segue valendo que, no estado, só pode funcionar os serviços essenciais, com restrições totais, entre 20h e 5h.

Para os profissionais de saúde, não é hora de afrouxar as medidas para reduzir a circulação.

“Nós avaliamos que ainda estamos em uma situação de muito distensionamento, de muita pressão no sistema de saúde. Então, não seria o momento ideal para haver uma liberação de circulação. Ainda esperamos que, nas próximas semanas, a se manter a bandeira preta, aos poucos se consiga ter uma reorganização dentro das estruturas hospitalares”, afirma Nadine Clausell, diretora-presidente do Hospital das Clínicas.

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