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Pesquisas e manutenção da UFPR são prejudicadas após cortes no orçamento, diz reitoria


Segundo a reitoria, orçamento de 2020 para 2021 diminuiu 19%. MEC informou que medida é reflexo da redução de recursos da pasta. Cortes no orçamento prejudicam a manutenção da UFPR
Pesquisas e a manutenção da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estão sendo prejudicadas por causa dos cortes nos recursos, feitos pelo governo federal, conforme a reitoria da instituição.
De acordo com a reitoria, o orçamento da universidade tem caído desde 2016, quando foi de R$ 185 milhões. Em 2021, a universidade recebeu cerca de R$ 126 milhões, o que representa 19% a menos que 2020.
Entretanto, com a determinação de um bloqueio, no fim de abril, apenas R$103 milhões estão liberados para a intuição neste ano.
A consequência da falta de verbas é vista no prédio histórico Rubens Meister, que fica no Centro Politécnico da UFPR, em Curitiba. Por causa de um problema no telhado, o forro da sala despencou, estragando livros e móveis.
“Vai chegar um momento, no segundo semestre, talvez setembro, talvez outubro, se mantidas as condições atuais, que a universidade não vai conseguir fazer frente às suas despesas ordinárias. Eu nem falaria de despesas específicas, eu falo de despesas como luz, água, limpeza, manutenção, vigilância que a universidade precisa continuar tendo, inclusive na pandemia”, explicou o reitor, Ricardo Marcelo Fonseca.
UFPR sofre com cortes do governo federal no orçamento
Rodrigo Zanlorenzi/RPC
Com a redução no orçamento, a universidade cortou alguns custos, mas atividades básicas como limpeza, precisam ser mantidas. Porque apesar do campus estar vazio, tem muita pesquisa sendo realizada na instituição.
Uma delas é sobre a vacina contra a Covid-19, que está sendo desenvolvida na UFPR desde 2020.
Conforme o pesquisador Breno Castello Branco Beirão, se não houver liberação de dinheiro, é possível que a manutenção dos camundongos usados nos testes pré-clínicos seja comprometida.
“Significa que todo o processo que a gente fez até aqui ele se perde. Nós já temos dados que foram salvos de pesquisas anteriores, mas nós temos continuidade na pesquisa e temos outros animais sendo mantidos para dar os próximos passos. Isso significa que perdê-los é perder esse último passo que foi dado na pesquisa.”
Forro despencou em sala da UFPR, em Curitiba
Rodrigo Zanlorenzi/RPC
Para a estudante de biomedicina Stella Schuster, o impacto do corte no orçamento vai além da universidade.
“A produção científica no Brasil é feita 90% a 95% dentro das universidades públicas. Então quando a gente tem o sucateamento dessas instituições, a gente não tem produção nacional de ciência, de tecnologia e a gente passa depender de outros países para coisas essenciais. Investir em educação é investir no futuro do país”, disse.
O Ministério da Educação (MEC) informou que houve redução nos recursos da pasta e consequentemente, nos orçamentos das universidades federais no valor de 16,5%.
Segundo o MEC ainda, o congresso nacional aprovou um novo ajuste por causa do teto de gastos e também vetos no orçamento.
O ministério diz ainda que não tem medido esforços para recompor a verba repassada às instituições federais e que espera melhora do cenário fiscal.
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