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Oiapoque não adere ao ‘lockdown’ do governo e reabre bares, mas mantém algumas restrições

Medidas valem até o dia 2 de abril. Prefeito justificou que moradores enfrentam dificuldades financeiras e que município está na fase ‘laranja’, que não exige restrição máxima. Fiscalização em Oiapoque, em março, durante o ‘lockdown’

PMO/Divulgação

Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, no Norte do Amapá, município de fronteira com a Guiana Francesa, não seguirá com as medidas de restrição máxima decretadas pelo governo do Estado desde o dia 18. A prefeitura decidiu relaxar as regras para funcionamento dos serviços não essenciais até o dia 2 de abril. Bares e balneários, por exemplo, podem reabrir.

CONFIRA O DECRETO Nº 0349/2020, NO DIÁRIO DO MUNICÍPIO

O governo endureceu esta semana as regras do que tem chamado de “lockdown”. O governador Waldez Góes (PDT) declarou que, para isso, se reuniu com prefeitos e fez um alinhamento dos decretos.

Desde quinta-feira (25), o Amapá tem toque de recolher das 20h às 6h, “Lei Seca” que proíbe venda e consumo de bebida alcoólica, as lojas não podem atender presencialmente e a maioria dos serviços podem funcionar só até 20h. No fim de semana, a quarentena será mais rígida (leia mais).

O prefeito Breno Almeida (PRTB) assinou o decreto municipal, que vale a partir desta sexta-feira (26), e flexibilizou algumas medidas, permitindo funcionamento de serviços até as 23h, mesmo horário para início do toque de recolher em Oiapoque.

Breno Almeida, prefeito de Oiapoque, no Amapá

Divulgação

Em vídeo divulgado nas redes sociais da prefeitura, Almeida justificou que a flexibilização acontece em função dos impactos financeiros para moradores e também porque o município está na fase “laranja” de classificação de risco adotada pelo governo. Nessa fase, não é exigida a restrição máxima como medida a ser adotada.

“O governo está prorrogando por mais 7 dias o decreto de ‘lockdown’. Eu reuni com o comitê de enfrentamento à Covid e a nossa cidade se encontra no laranja. Nesse momento eu não vou aderir ao ‘lockdown’ devido à nossa economia estar sendo afetada. Tem muitas pessoas que têm que trabalhar, ir buscar o pão de cada dia, o almoço, a janta pra sua família. Nós não temos indústria. Eu entendo a situação da população, não estou aqui pra prejudicar ninguém”, disse.

No relatório anterior ao que foi considerado pelo prefeito para o decreto desta semana, o governo também definiu Oiapoque com a faixa “laranja”, considerada de risco moderado; confira:

Mapas de classificação de risco, por município, da pandemia da Covid-19 no Amapá: a imagem da esquerda é da avaliação do dia 13 de março, a direita é do dia 22 de março

Comitê Científico/Coesp

O prefeito comentou também que adotou a restrição máxima na semana anterior a pedido do governo e Ministério Público (MP).

“Só acompanhei o decreto passado do lockdown por orientações do MP, do governador. Mas pra isso [pra manter o atual decreto mais flexível] preciso que a população nos ajude, com o uso de máscara, o álcool em gel. Nós vamos intensificar também a fiscalização. Eu tô fazendo um apelo a vocês: pra nós termos que aderir a um novo lockdown, eu preciso da ajuda de vocês”, acrescentou.

Confira as regras para Oiapoque, conforme o atual decreto municipal:

academias não possuem mais restrições e podem voltar a abrir;

restaurantes, pizzarias, lanchonetes e afins também podem abrir, até 23h, com delivery e drive-thru até 2h;

toque de recolher das 23h às 5h;

bares podem funcionar;

não podem abrir: boates, teatros, casas de shows; clubes sociais;

competições esportivas estão proibidas;

não podem ser realizados shows, além de voz e violão, em bares, balneários e restaurantes;

as aulas presenciais na rede de ensino seguem suspensas.

Fiscalização em Oiapoque, durante o ‘lockdown’, na pandemia da Covid-19, no Amapá

PMO/Divulgação

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ASSISTA abaixo o que foi destaque no AP:

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