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Morre procurador da República Alessandro José Fernandes de Oliveira, que comandou a Lava Jato em Curitiba


Morte ocorreu nesta quinta (20); a causa ainda não foi informada. Em setembro de 2020, procurador assumiu o comando da força-tarefa, extinta em fevereiro de 2021; mesmo assim, ele continuava com dedicação exclusiva ao caso. Alessandro Oliveira substituiu Deltan Dallagnol na coordenação da Lava Jato em Curitiba
Reprodução/RPC
O procurador da República Alessandro Oliveira, de 45 anos, que atuou na coordenação da Operação Lava Jato em Curitiba, teve a morte confirmada nesta quinta-feira (20). A informação foi divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF) por volta das 20h. A causa da morte ainda não foi informada.
Alessandro Oliveira passou a coordenar a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba depois da saída do procurador Deltan Dallagnol, em setembro de 2020. Dallagnol alegou que se dedicaria ao tratamento de saúde de uma filha.
Em fevereiro deste ano, a força-tarefa foi encerrada, e as investigações foram encaminhadas ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPF.
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Oliveira e outros quatro procuradores, dos 15 que atuavam na operação, continuaram com dedicação exclusiva ao trabalho da Lava Jato.
Quando assumiu o comando da extinta força-tarefa, o procurador disse que estava diante do maior desafio da carreira. À época, ele afirmou que era impossível prever o fim da Lava Jato.
“O potencial de complexidade da operação é inquestionável, já atuei em dezenas de outras operações, a maioria delas de combate à corrupção. Mas enfim, a envergadura da Lava Jato é mundial, e potencialmente eu acredito que seja o maior desafio da minha carreira”, disse.
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Biografia do procurador
Oliveira era graduado em Segurança Pública pela Academia Policial Militar do Estado do Paraná e em Direito pela Universidade Federal do Paraná.
Ele era mestre em Direito das Relações Sociais pela UFPR, professor em disciplinas com ênfase no Direito Criminal e Processual Penal desde 1996. Oliveira também era docente nas disciplinas de persecução patrimonial e administração de bens na Escola Superior do Ministério Público da União.
Alessandro José Fernandes de Oliveira estava no Grupo de Trabalho da Operação Lava Jato desde 2018. Ele se tornou procurador da República em 2004, atuando no Paraná desde 2012.
Oliveira gradou-se em Segurança Pública pela Academia Policial Militar do Estado do Paraná, em 1993, e em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2002. Ele também concluiu mestrado em Relações Sociais pela UFPR.
Dentro do MPF, o procurador já ocupou os cargos de conselheiro no Conselho Penitenciário do Paraná, de coordenador da Rede de Controle da Gestão Pública e de procurador Regional Eleitoral do estado.
Além disso, Oliveira também integrava grupos de trabalho de Medidas Cautelares Reais, na 2ª e 5ª Câmaras de Coordenação e Revisão Criminal e de Combate à Corrupção, segundo o MPF.
Luto
O Ministério Público Federal no Paraná decretou luto oficial de três dias e prestou condolências aos familiares e amigos de Oliveira.
“Com uma trajetória de 17 anos no MPF, o trabalho de Alessandro foi marcado pelo comprometimento, pela excelência e pela cordialidade. Alessandro – sua pessoa e seu trabalho – está marcado na história do MPF e será sempre lembrado com carinho por todos aqueles que tiveram a honra de sua companhia. Palavras são insuficientes para homenageá-lo. A maior dedicatória que podemos fazer à sua vida é seguir seu legado de destemor, convicção e dedicação ao órgão”.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, também lamentou a morte do procurador.
“O colega Alessandro fará falta neste momento em que estamos institucionalizando as forças-tarefas. Sua competência, dedicação, ponderação e lealdade ao MPF são exemplos a serem seguidos”, disse.
Deltan Dallagnol postou em uma rede social sobre a morte de Oliveira. Na publicação, ele disse que “a partida de Alessandro, coordenador da Lava Jato em Curitiba, marido e pai de um lindo casal de filhos, aos 45 anos, deixa tristeza e saudade”.
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