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Júri popular de pai acusado de matar a filha terapeuta na região de Curitiba será na quinta (10)


Homem confessou o crime à polícia e está preso; ele é réu por homicídio qualificado. Crime foi em junho de 2019. O corpo da terapeuta ocupacional Aline Miotto Nadolny, de 27 anos, foi encontrado ao lado da Colônia Penal Agrícola em Piraquara
Reprodução/RPC
O júri popular do pai acusado de matar a filha na região de Curitiba, em junho de 2019, será na quinta-feira (10), no Tribunal de do Júri de Curitiba. O julgamento, marcado pelo juiz substituto Thiago Flôres Carvalho, está previsto para começar às 13h30.
O corpo da terapeuta ocupacional Aline Miotto Nadolny, de 27 anos, foi encontrado ao lado da Colônia Penal Agrícola em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, em 6 de junho de 2019. Conforme a Polícia Civil, ela foi enforcada com um cachecol.
Luiz Carlos Nadolny, de 48 anos, pai da vítima, está preso há quase dois anos. Ele confessou o crime em depoimento à polícia. O réu diz ter se descontrolado após uma discussão sobre pensão alimentar da irmã mais nova da vítima.
O pai será julgado por homicídio qualificado (motivo torpe, asfixia, dificultar a defesa da vítima e feminicídio), além do crime de ocultação de cadáver.
O G1 entrou em contato e aguarda retorno da defesa de Luiz Carlos Nadolny e da assistência de acusação.
Na quarta-feira (2), o juiz comunicou a direção da Casa de Custódia de São José dos Pinhais (CCJP), também na região de Curitiba, sobre o julgamento. O réu deverá ser ouvido por videoconferência.
A determinação para que o réu vá a júri popular é de novembro de 2019. O juiz justificou o atraso na realização pelo período em que não foram realizados julgamentos em 2020, em razão da pandemia do novo coronavírus.
O crime
O acusado afirmou em depoimento à polícia que foi de carro até a casa da vítima para tentar convencê-la a falar com a mãe sobre o valor da pensão para a irmã mais nova.
De acordo com a polícia, os dois se desentenderam durante a carona. Luiz Carlos Naldony seria ouvido como testemunha, mas quando foi intimado para depor, acabou confessando o crime.
Ele não tinha passagens pela polícia, mas, conforme a defesa da vítima, ele já tinha ameaçado familiares por causa de desacordos financeiros.
Ainda segundo a polícia, o homem contou que esganou a filha e que a jovem desfaleceu e morreu dentro do carro. Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que a causa da morte de Aline foi esganadura.
O superintendente da Delegacia de Piraquara, Job de Freitas, afirmou que Luiz Carlos Nadolny costumava ter um bom relacionamento com a filha, mas que fazia três anos que eles não se encontravam.
“Quando ele estava matando, a menina falava: ‘pai, eu te amo'”, contou o superintendente.
A polícia chegou até o acusado após identificar o veículo dele com a ajuda de câmeras de segurança. De acordo com o delegado, o carro pertence à esposa do suspeito. Houve também denúncia anônima.
No dia em que o corpo de Aline foi encontrado, a Polícia Civil havia informado que o marido dela que tinha o achado. Mais tarde, porém, a polícia informou que na verdade moradores da região que encontraram o corpo em um matagal ao lado do presídio.
Em interrogatório na fase de instrução do processo, o réu permaneceu em silêncio.
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