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Hospitais e pronto atendimentos têm superlotação de casos de Covid-19; Diocese de Umuarama cede quartos para instalação de leitos


Londrina, Maringá, Paranavaí, Umuarama e Cianorte registram aumento preocupante de casos da doença. No Paraná, mais de 1.200 pessoas aguardam por um leito hospitalar para tratar a Covid-19. Cidades têm hospitais superlotados por pessoas contaminadas pelo novo coronavírus
Geraldo Bubniak/Arquivo AEN
A alta do número de contaminados por Covid-19 tem preocupado autoridades dos municípios do norte e noroeste do Paraná. Hospitais de Maringá, Londrina, Paranavaí, Umuarama e Cianorte estão sobrecarregados, muitos com todos os leitos de UTI e de enfermaria para Covid-19 ocupados. No Paraná, mais de 1.200 pessoas aguardam na fila de espera por um leito hospitalar.
Enquanto isso, os municípios adotam novas medidas para tentar reduzir o colapso. Em Umuarama, a Diocese disponibilizou 50 quartos para a prefeitura adaptá-los e utilizá-los no atendimento de pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado de Covid-19.
O anúncio sobre as tratativas aconteceu após três pessoas com diagnóstico positivo para o novo coronavírus morrerem na Unidade de Pronto Atendimento da cidade por complicações da doença.
Em Maringá, o município recebeu respiradores do governo do estado no domingo (30) para ampliar a oferta de leitos no Hospital Municipal. Já em Londrina, a prefeitura ampliou o número de unidades básicas de saúde que poderão atender casos de Covid-19.
Diocese de Umuarama cede 50 quartos de alojamento para tratamento da Covid-19
LONDRINA
Cilindros de oxigênio nos corredores, 500 pessoas com suspeita de Covid-19 procurando por atendimento em um único dia. Essa é a situação da Unidade Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará, em Londrina.
O mesmo número de pessoas também tem procurado por atendimento em outros cinco postos de atendimento de doenças respiratórias por dia. Segundo a prefeitura, diariamente, em toda a cidade, 1.000 pessoas procuram o sistema de saúde municipal com sintomas da doença.
A UPA do Sabará que antes da pandemia tinha três cilindros de oxigênio com capacidade para 10 metros cúbicos e mais três de reserva, atualmente trabalha com 24 cilindros ligados à rede de oxigênio e mais 24 reservas.
Isso acontece porque todos os leitos de UTI específicos para Covid-19 estão ocupados na cidade. Após a realização de uma reunião de urgência realizada na prefeitura no sábado (29), o município pretende adotar estratégias diferentes na tentativa de reduzir o colapso do sistema e evitar a suspensão das atividades.
A ideia é reorganizar o atendimento primário, ampliar os pontos de atendimento para pacientes com a doença, ampliar o horário de atendimento destes locais, testar em massa e reforçar com a população sobre as medidas para evitar a contaminação.
Representantes do Ministério Público e de hospitais de Londrina participaram da reunião. Os representantes dos hospitais chamaram a atenção para uma a mudança que tem ocorrido na pandemia.
“Antes os filhos pegavam na nossa mão e diziam ‘não deixe meu pai morrer’. Agora é ao contrário. Os pais estão dizendo não deixe meu filho morrer”, disse o médico Alcindo Cerci Neto.
Nesta segunda-feira, 136 pessoas na região de Londrina esperavam por uma vaga em um hospital de referência.
MARINGÁ
Ulisses Maia fala sobre lotação em hospitais de Maringá
A situação na cidade é tão grave que o prefeito Ulisses Maia (PSD) disse que os hospitais Universitário, Metropolitano, São Marcos, Maringá e Paraná, que atendem casos de Covid-19, estão superlotados.
No domingo (30), a cidade recebeu 10 respiradores e 10 monitores cardíacos para serem utilizados por pacientes infectados pelo novo coronavírus.
A macrorregião noroeste, que compreende de Maringá até Umuarama, tem 263 leitos de UTI para Covid, mas todos estão com pacientes.
Dos 437 leitos de enfermaria para Covid-19 na macrorregional, 384, ou 88% estão ocupados.
Pacientes ficam por longos períodos recebendo oxigênio nas UPAs
Outras cidades da região
O hospital São Francisco de Cambé restringiu internações no sábado e domingo por falta de vagas.
Em Arapongas, o Honpar trabalha com 100% de lotação de leitos de UTI e de enfermaria do Sistema Único de Saúde (SUS) específicos para Covid. No fim de semana, segundo o hospital, foram atendidos 97 pacientes, a maior parte chegou pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), 16 transferidos de outros hospitais da região, além de pacientes encaminhados pela UPA de Arapongas.
Veja mais notícias da região no G1Norte e Noroeste.

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