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Homem tem 30% do corpo queimado, descobre Covid-19 e faz alerta após 80 dias internado: ‘Quase morri’


Arquivo Pessoal

José Cleidiano dos Santos, de 39 anos, afirma que ganhou uma “vida nova”, após passar 80 dias internado por conta da Covid-19. Morador de São Vicente, no litoral paulista, o instalador de tubulações explicou ao G1 nesta segunda-feira (8) que teve 30% do corpo queimado em um acidente de trabalho. No hospital, foi diagnosticado com Covid-19 e ficou 40 dias entubado, sendo contaminado, também, por três bactérias e um fungo, antes de se recuperar e receber alta.

“Teve duas noites que eu quase morri, estava sem ar nenhum. Você puxa o ar e parece que está nas últimas. Eu estava lutando”, relembra Santos.

Segundo relata, em novembro de 2020, ele sofreu um acidente de trabalho que fez com que ficasse com 30% do corpo queimado. Durante a internação, Santos apresentou alguns sintomas de Covid-19 e recebeu o diagnóstico positivo para a doença quando já estava com 50% do pulmão comprometidos. Dois dias depois da confirmação, ele precisou ser entubado.

Santos reitera que se recuperou rapidamente das queimaduras, mas passou por um processo difícil com a Covid-19. Durante os 40 dias de entubação, contraiu três bactérias, um fungo e os rins pararam, precisando de diálise. Internado em um hospital na capital paulista, ele lembra que acordou sem conseguir se movimentar ou falar.

José passou 80 dias em hospital na capital paulista

Arquivo Pessoal

“É como se eu tivesse dormido e acordado no outro dia. Eu acordei no dia 21 de janeiro, perdi todos os movimentos no início, e a recuperação foi lenta. Voltei a falar, os braços voltaram aos poucos, mas ainda estou retomando os movimentos”, esclarece.

O instalador de tubulações passou por um tratamento reforçado, com ajuda de fisioterapeutas para se recuperar, e recebeu alta em fevereiro, quando já conseguia se locomover com o auxílio de um andador. Depois dessa experiência difícil com a Covid-19, ele passou a alertar as pessoas e falar sobre a importância de se proteger.

“Você só acredita quando acontece com alguém da família. Eu dou meu exemplo porque não quero que passem por isso que passei. As pessoas não têm consciência disso. Para mim, é uma vida nova, olho diferente para tudo”, desabafa Santos. Ele ressalta, ainda, que o mais difícil nesse período foi a distância da família e filhos.

O instalador voltou para casa, em São Vicente, onde permanece realizando fisioterapia para se recuperar completamente. “Essa doença é invisível, tem que se cuidar, usar álcool em gel, máscara, evitar o máximo possível aglomeração”, finaliza.

Paciente recebeu alta após recuperar movimentos e conseguir se locomover com andador

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