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Família entra na Justiça para retirar torre de 36 metros de altura do quintal: ‘não podemos construir nada’

Segundo advogada da família que luta na justiça há 3 anos para retirada de torre do terreno, estrutura localizada em bairro de Campo Grande (MS), tem gerado transtorno para os moradores. Família entra na Justiça para retirada de torre de 36 metros de comprimento, em Campo Grande (MS).

Arquivo pessoal/Leonardo Godoi

Uma família entrou na Justiça e há quase 3 anos luta para a retirada da uma torre de 36 metros de altura do meio do quintal da casa de onde reside, no bairro Nova Lima, região norte de Campo Grande. Segundo a advogada responsável pelo caso, Aryella Aretha, a empresa de internet responsável pela estrutura foi localizada, mas ainda não se manifestou sobre a situação.

Segundo o morador do imóvel, Leonardo Godoi, a torre está no local desde 2013 depois da família firmar com a empresa um contrato de locação de espaço por 5 anos com a possibilidade de renovação. O G1 não conseguiu contato com os responsáveis pelo estrutura.

“Quando acabou o primeiro prazo para renovar o contrato eles sumiram. Agora estamos com essa torre gigante aqui em casa que ocupa um grande espaço e com isso, não podemos construir nada”, explicou ao G1.

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Família reclama de torre após empresa responsável desaparecer e deixar estrutura montada no quintal.

Leonardo Godoi/Arquivo pessoal

Conforme Godoi, a empresa entrou em contato com a família com o interesse de instalação da torre no espaço porque era em um ponto ideal para disponibilizar o serviço de internet na região. A estrutura é sustentada por vários cabos de aço que são presos nos quatro cantos do terreno, o que impede de aumentar a casa ou fazer qualquer outro tipo de construção.

Ainda de acordo com a advogada, na última semana foi protocolado o processo onde entrou com uma ação de despejo de imóvel não residencial. Aryella ainda reforça que a empresa fez um contrato que não existe: “Eles pagaram um único valor de R$ 1,300 e iria disponibilizar por todo esse período internet para a família, o que não aconteceu. Eles ainda deram um computador para os moradores, que nem era novo”, relembra.

Cabos que sustentam torre estão nos quatros cantos do terreno, o que impede avanço da construção de imóvel.

Leonardo Godoi/Arquivo pessoal

Conforme Aryella, antes de terminar o prazo dos 5 anos, a empresa teria 90 dias para renovar o contrato, o que não aconteceu. Ele ainda reforça que a estrutura tem gerado riscos e transtornos para toda família que busca na Justiça indenização por danos morais e também a cobrança da renovação automática do aluguel.

“O pai do Leonardo, que já é de idade, gerou uma crise gastrica por conta da ansiedade da não retirada da estrutura. Além de não ter opção para fazer qualquer outra coisa no terreno. A torre também não possui iluminação, o que pode gerar outros acidentes”, finaliza.

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