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Consórcio emite alerta sobre lotação do sistema de saúde para emergências no oeste do Paraná: ‘Não há vaga pública ou privada’


Consamu atende 43 municípios e informou que estrutura do sistema chegou ao limite. Neste sábado (5), macrorregião Oeste tem o maior índice de lotação de UTIs adulto Covid no Paraná. Região oeste registra falta de leitos, diz Consamu
Geraldo Bubniak/Arquivo AEN
Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEO Consórcio de Saúde dos Município do Oeste do Paraná (Consamu) emitiu um alerta, na noite deste sábado (5), sobre a falta de leitos gerais e para pacientes com Covid-19.O consócio atende 43 municípios da região e, segundo a direção, as estruturas do sistema de saúde chegaram ao limite para acolher pacientes, após o aumento de casos do novo coronavírus nos municípios.De acordo com o diretor médico do Samu Oeste, Rodrigo Nicacio Santa Cruz, todo o sistema se saúde pode entrar em colapso nas próximas horas. “Há uma fila de 150 pessoas aguardando leito de UTI, dezenas de pacientes intubados em estrutura de baixa complexidade. Não há vaga pública ou privada no momento. As UPAs da cidade estão com demanda crescente e com limite físico sendo atingido nas próximas 24 horas a 48 horas.”No comunicado, o consórcio faz um apelo para a população, pedindo que as pessoas evitem sair de casa sem necessidade: “Essa atitude representará a diferença entre a vida e a morte de pessoas que tanto queremos bem”.”Todo o sistema de urgência, não apenas as estruturas Covid, está sob fortíssima pressão. Precisamos do apoio do cidadão para que não se exponha a risco de qualquer natureza, como transito, álcool, violência, drogas, pois pode não haver meios físicos e humanos e prover o melhor atendimento que todos esperam”, explicou o diretor.De acordo com Cruz, os hospitais gerais de referência estão lotados, trabalhando acima da capacidade em alguns momentos.”A tensão e o medo estão no olhar dos profissionais de saúde, em qualquer serviço onde você vá. Vivi isso hoje na regulação, em um atendimento do Samu, ao levar uma paciente grave para uma UPA. Há um esforço gigante de todos para prestar o melhor atendimento e acolher o paciente, mas todos sabemos que o limite estrutural pode ser atingido.”Pandemia na regiãoConforme dados do boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), neste sábado, a macrorregião Oeste tem o maior índice de lotação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para adultos no Paraná, com 97% de ocupação dos leitos.”A quantidade crescente da demanda reprimida é um indicador importante, que tem tido piora dia a dia. Isso significará aumento de óbitos nos próximos dias, assim como aconteceu nas ‘ondas’ anteriores”, destacou o diretor.CORONAVÍRUS NO PARANÁ: Veja as principais notíciasACOMPANHE: Média móvel de mortes e casos no estadoVACINAÇÃO NO PARANÁ: Veja perguntas e respostasOs números da Sesa consideram os leitos exclusivos para pacientes com a Covid-19 ou com suspeita da doença, regulados pelo Sistema Único de Saúde (Sesa). Veja abaixo.UTI adulto: 343 leitos leitos (97% ocupados)Enfermaria adulto: 419 leitos (81% ocupados)UTI pediátrica: dois leitos (100% ocupados)Enfermaria pediátrica: dois leitos (100% ocupados)VÍDEOS: Mais assistidos do G1 PRPlaylistTítulo da Playlist *VÍDEOS: mais assistidos do G1 PR nos últimos 7 dias| em G1 / PR / ParanáPodParanáPor G1 em 4/6/2021Das gírias aos sotaques, conheça sobre os jeitos de falar dos paranaenses00:00 / 31:01

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O Consórcio de Saúde dos Municípios do Oeste do Paraná (Consamu) emitiu um alerta, na noite deste sábado (5), sobre a sobrecarga dos atendimentos de pacientes gerais e com Covid-19.
O Consamu atende 43 municípios da região e, segundo a direção, as estruturas do sistema de saúde chegaram ao limite para acolher pacientes, após o aumento de casos do novo coronavírus nos municípios.
De acordo com o diretor médico do Samu Oeste, Rodrigo Nicacio Santa Cruz, o atendimento de emergências pode entrar em colapso nas próximas horas.
“Há uma fila de 150 pessoas aguardando leito de UTI, dezenas de pacientes intubados em estrutura de baixa complexidade. Não há vaga pública ou privada no momento. As UPAs da cidade estão com demanda crescente e com limite físico sendo atingido nas próximas 24 horas a 48 horas.”
De acordo com Cruz, os hospitais gerais de referência estão lotados, trabalhando acima da capacidade em alguns momentos.
“A tensão e o medo estão no olhar dos profissionais de saúde, em qualquer serviço onde você vá. Vivi isso hoje na regulação, em um atendimento do Samu, ao levar uma paciente grave para uma UPA. Há um esforço gigante de todos para prestar o melhor atendimento e acolher o paciente, mas todos sabemos que o limite estrutural pode ser atingido.”
Leitos de UTI Covid-19 do Hospital Municipal estão lotados desde março, em Foz do Iguaçu
RPC/Reprodução
No comunicado, o consórcio faz um apelo para a população, pedindo que as pessoas evitem sair de casa sem necessidade: “Essa atitude representará a diferença entre a vida e a morte de pessoas que tanto queremos bem”.
“Todo o sistema de urgência, não apenas as estruturas Covid, está sob fortíssima pressão. Precisamos do apoio do cidadão para que não se exponha a risco de qualquer natureza, como transito, álcool, violência, drogas, pois pode não haver meios físicos e humanos e prover o melhor atendimento que todos esperam”, explicou o diretor.
Pandemia na região
Conforme dados do boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), neste sábado, a macrorregião Oeste tem o maior índice de lotação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para adultos no Paraná, com 97% de ocupação dos leitos.
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Os números da Sesa consideram os leitos exclusivos para pacientes com a Covid-19 ou com suspeita da doença, regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Veja abaixo.
UTI adulto: 343 leitos leitos (97% ocupados)
Enfermaria adulto: 419 leitos (81% ocupados)
UTI pediátrica: dois leitos (100% ocupados)
Enfermaria pediátrica: dois leitos (100% ocupados)
“A quantidade crescente da demanda reprimida é um indicador importante, que tem tido piora dia a dia. Isso significará aumento de óbitos nos próximos dias, assim como aconteceu nas ‘ondas’ anteriores da Covid”, destacou o diretor.
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