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Audiência pública discute sobre serviço prestado pela Sanepar, em Cascavel


Contrato entre município e Sanepar termina em 2024. Câmara de Vereadores questionou sobre tarifa mínima e ar nas tubulações. Companhia afirmou que mantém investimentos na cidade. Audiência pública discute serviço prestado pela Sanepar em Cascavel
A Câmara de Vereadores de Cascavel, no oeste do Paraná, realizou uma audiência pública, nesta quarta-feira (5), para discutir sobre a qualidade do serviço prestado pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).
Conforme os vereadores, a audiência foi organizada após a cidade enfrentar problemas no abastecimento. Em abril, o rompimento da tubulação da companhia deixou a maior parte dos imóveis de Cascavel sem água.
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Durante a audiência, os vereadores fizeram vários questionamentos aos representantes da Sanepar, como se a companhia tem feito a manutenção necessária do serviço, sobre o que provoca esses rompimentos, em relação qualidade da água e a passagem de ar pelas tubulações.
Representantes da diretoria da Sanepar esclareceram as dúvidas levantadas na Casa de Leis e afirmaram que os investimentos são mantidos na cidade.
Segundo os vereadores, a expectativa é que, a partir desta primeira discussão, o legislativo acompanhe de perto o serviço da companhia, para colaborar na reestruturação da ideia do que pode ser o abastecimento de Cascavel nos próximos anos.
A câmara considera ainda que uma nova empresa assuma o abastecimento da cidade em 2024, após vencimento do contrato da Sanepar, caso a companhia não cumpra as obrigações determinadas.
A audiência pública foi realizada presencialmente e transmitida pela internet.
Audiência foi realizada no formato híbrido, nesta quarta-feira (5), em Cascavel
RPC/Reprodução
Saneamento básico
A Sanepar opera em Cascavel desde 1972, quando contava com um contrato de 30 anos e que terminou em 2002.
Entre 2002 e 2004, a companhia administrou o serviço sem contrato. Em novembro de 2004 foi feito um novo contrato, que vencerá em 2024.
“Desde que nós assumimos o sistema, até 2020, investimos R$ 514 milhões. Sempre que a gente vai buscar água mais distante, o custo aumenta, se tem um custo de energia bastante significativo. Então, a busca e os estudos primam por investir adequadamente para que a tarifa não suba desnecessariamente”, disse a diretora e investimentos da Sanepar, Leura Lucia Conti de Oliveira.
Conforme a Sanepar, os problemas com o rompimento de adutoras ocorreram na estação de tratamento três, que está sendo finalizada no Rio Cascavel e está sendo ligada a rede de abastecimento existente. A expectativa é que após a finalização dessa obra, prevista para terminam em maio, o abastecimento da cidade não seja mais prejudicado.
A companhia explicou ainda que Cascavel conta com um reservatório para 30 milhões de litros de água, mas a cidade demanda, em média, 70 milhões de litros por dia.
Conforme a Sanepar, a previsão é de sejam feitos mais investimentos em reservatórios na região norte, para que o município tenha 40 milhões de litros armazenados.
Assim, quando houver um rompimento ou parada programa, a população sofrerá menos com a falta de abastecimento.
Conforme a câmara, o legislativo continuará debatendo o melhor modelo de cobrança da tarifa e discutindo sobre o que é ofertado pela companhia, para buscar mais qualidade no serviço prestado.
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