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Corpo do presidente de torcida organizada do Paraná Clube é sepultado, em Pinhais


Segundo testemunhas, Mauro Machado Urbim foi pisoteado por um cavalo da Polícia Militar, no sábado (30). Enterro ocorreu na tarde desta quinta-feira (4). Corpo do presidente de torcida organizada do Paraná Clube é sepultado, em Pinhais
Tiago Barbosa
O corpo de Mauro Machado Urbim, presidente da torcida Fúria Independente, do Paraná Clube, foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), na tarde desta quinta-feira (4).
Ele morreu na noite segunda-feira (1º). De acordo com testemunhas, Mauro foi pisoteado por um cavalo da Polícia Militar no intervalo do jogo entre Paraná Clube e FC Cascavel, pela série D do Campeonato Brasileiro, no sábado (30).
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A família do presidente do Fúria Independente autorizou a doação de órgãos. Os procedimentos foram feitos durante a quarta-feira (3). Após isso, o corpo de Mauro foi levado até o Instituto Médico-Legal (IML).
O velório está sedo feito na sede social do Paraná Clube, que fica na Vila Guaíra, em Curitiba.
O enterro está marcado para acontecer no início da tarde desta quinta-feira, no Cemitério Jardim da Saudade, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Presidente da torcida Fúria Independente, Mauro Machado Urbim
Divulgação/Torcida Fúria Independente
A morte
De acordo com a PM, no intervalo do jogo entre Paraná Clube e FC Cascavel, houve uma tentativa de invasão do local reservado aos visitantes, por aproximadamente 80 torcedores da torcida organizada Fúria Independente, “sendo necessária a imediata intervenção do Regimento de Polícia Montada”.
Conforme a polícia, as equipes realizaram formação de linha para impedir a passagem desses torcedores, orientando-os para que retornassem.
A PM informou que, após repelir a ação, os policiais constataram dois torcedores caídos, em que um deles imediatamente levantou e o outro permaneceu desacordado.
Segundo a PM, foi instaurada uma sindicância para apurar o ocorrido.
A torcida Fúria Independente afirmou que não havia nenhum tipo de tumulto ou briga no momento do ocorrido.
“Sem qualquer necessidade, de forma truculenta e covarde, a Polícia Militar, com o seu Regimento de Polícia Montada, pisoteou o nosso presidente Mauro Machado Urbim. Em momento algum houve confusão. Ou seja, nada justifica a ação violenta e criminosa da PM. Além de que, nada justificaria atropelar com um cavalo e pisotear a cabeça de qualquer cidadão”.
Além disso, a Fúria disse que a noite que era para ser de alegria e comemoração, se transformou em pesadelo para os torcedores do Paraná Clube.
Comoção
O Paraná Clube decretou luto oficial de três dias.
“Fica aqui os nossos mais sinceros sentimentos de pesar aos familiares, amigos e torcedores por essa perda. Uma perda irreparável para a torcida tricolor e para todos que o conheciam. Mauro, ou simplesmente Maurinho, como era conhecido, sempre desempenhou com muito afinco suas funções em prol do Paraná Clube. Seja no Conselho Deliberativo ou como presidente da nossa torcida organizada Fúria Independente”.
A torcida Fúria Independente lamentou que Mauro Machado Urbim deixou para trás um filho, pais, irmãos, tios, amigos e o sonho de ver o tricolor de volta à primeira divisão.
“Fruto de uma conduta brutal por parte da PM, Maurinho teve a vida ceifada de maneira covarde e bárbara. Desde cedo, Maurinho sempre acompanhou o Paraná Clube em qualquer ocasião. Orgulhava-se de afirmar que esteve presente em todos os títulos paranistas e em todas as grandes conquistas, como o acesso de 2017 em Maceió-AL”.
O FC Cascavel também lamentou a morte do presidente da torcida organizada do Paraná Clube.
“Infelizmente, o mundo do futebol tem assistido, semanalmente, a esses episódios tristes e lamentáveis de violência e tragédias. O Cascavel esclarece que não tem conhecimento dos detalhes da confusão que envolveu integrantes da torcida paranista e a Polícia Militar do Paraná”.
Por meio de nota, a torcida organizada do FC Cascavel La Furia Aurinegra disse que no sábado presenciou “cenas lamentáveis de violência e má organização de evento esportivo”.
“Após os fatos violentos que ocorreram em torno da Vila Capanema, noticiou-se que a confusão teve início após uma tentativa de invasão por parte da torcida paranista ao setor destinado aos visitantes, onde se encontravam nossos torcedores. Reafirmamos que não houve tentativa de invasão, não houve provocações ou ameaças antes, durante ou após a partida, nosso transporte chegou e saiu do estádio sem danos e nenhum integrante sofreu violência”.
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