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Brasileiro trabalhou 151 dias só para pagar impostos

Atenção trabalhador, desde ontem (1º) seu salário já é seu. A informação é do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), que mensura a carga tributária e diz que, neste ano, o brasileiro trabalhou 155 dias só para pagar impostos federais, estaduais e municipais.

O Brasil, mais uma vez, figura entre os países com maior carga tributária do mundo.

De acordo com o mais recente estudo do IBPT, todos os tributos somados perfazem mais de 41% do salário do brasileiro médio. “Por detrás desse número, foi identificada uma carga tributária injusta, pois grande fatia dessa média vem dos impostos pagos sobre o consumo, cerca de 23%, depois renda, cerca de 15% e, por último, o patrimônio, com 3%”.

Apesar do momento crítico pelo que o País passa, o estudo revela que houve crescimento em 2020 frente aos outros anos, com um dos fatores sendo o aumento no número de tributos a partir de 2015.

Uma simples comparação: em 2001, eram necessários 130 dias de trabalho para pagar todos os tributos. Hoje, são precisos 151 dias, um crescimento de 16%.

“Esse crescimento no número de dias trabalhados para pagar tributos foi calculado e apresentado por décadas pelo IBPT, demonstrando que, hoje, trabalhamos quase o dobro do que na década de 70”, revela o presidente executivo do IBPT e um dos coordenadores do estudo, João Eloi Olenike.

O Instituto também apresentou um comparativo com as maiores economias do mundo. Nos Estados Unidos, o americano trabalha 96 dias no ano para pagar seus tributos.

“Entre os dez países onde mais se trabalha para pagar impostos no mundo, o Brasil está na nona posição, entre países como Dinamarca e Alemanha, considerados altamente desenvolvidos e com índices de retorno bem diferentes que o país sul-americano, que, em todas as edições do Irbes [Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade] ficou em último colocado”, afirma Olenike.

O estudo levou em consideração, neste ano, a diminuição das atividades econômicas do País em virtude das ações de enfrentamento da covid-19, que reduziu drasticamente a produção e circulação de riqueza no País.

“Também informamos que todos os cálculos deste estudo foram feitos levando-se em conta que este ano de 2020 é bissexto, portanto, com 366 dias”, conclui o especialista.

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