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Justiça condena auditora que exigiu 140 kg de picanha como propina

O juiz Gustavo Chies Cignachi, da 1ª Vara Federal de Guaíra, condenou a quatro anos e três meses de prisão a ex-auditora da Receita Federal, Lourdes Medeiros dos Santos, por exigir cerca de 140 kg de picanha para liberar o produto para importação. A decisão é da última terça-feira (13) e cabe recurso. O crime de concussão aconteceu em junho de 2017, em Guaíra.

O magistrado também determinou a perda do cargo público (cassação da aposentadoria) e a suspensão dos direitos políticos da ré.

“As consequências do crime são negativas, porquanto a conduta da sentenciada, enquanto autoridade fiscal que atuava em nome do Estado, abalou a credibilidade da Administração Pública, repercutindo de maneira sobremaneira negativa na imagem do órgão representado perante à sociedade”, justificou o juiz.

Conforme o despacho, Lourdes poderá recorrer em liberdade já que não apresentou nenhuma outra conduta delituosa que a Justiça tenha conhecimento. “A ré poderá apelar em liberdade, pois assim respondeu ao processo e, nesse ínterim, não sobreveio notícia de qualquer fato novo que justifique a decretação da sua custódia cautelar”, diz o magistrado.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a auditora exigiu em tom de intimidação o pagamento de propina ao importador, com uso de expressões ofensivas, exigindo a picanha para liberar da carga. A conversa foi flagrada em interceptações telefônicas.

Ameaçado, o importador teria entregado três caixas, cada uma com cerca de 14 kg, para mulher. Não satisfeita, Lourdes teria pedido dez caixas.

O peso líquido do carregamento era de 24 toneladas de carne, distribuídas em 1,7 mil caixas de papelão.

A reportagem procura pela citada.

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