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“Ele foi alvejado enquanto estava deitado”, diz defesa de jovem morto durante perseguição em Toledo

A defesa de Marcos André Goulart Pavão, de 18 anos, que morreu na madrugada do último domingo em Toledo, se manifestou e questionou alguns fatos divulgados pela Polícia Militar no dia do ocorrido.
Segundo a defesa da família de Marcos André Goulart Pavão, de 18 anos, um dos vídeos mostra que tiros foram disparados depois de a situação ter sido controlada.
Todos os disparos que atingiram o corpo da vítima, seis, atingiram exclusivamente a parte traseira do corpo, nas costas e na clavícula. Todas essas provas juntamente com o local, onde existem três marcas de disparos de arma de fogo, indicam que a vítima foi alvejada enquanto permanecia deitada, diferente da versão dada pela PM”, apontou o advogado.
Os policiais afirmam ainda que ele furou um bloqueio de viaturas e seguiu em fuga, fazendo manobras perigosas, até bater o carro contra um ferro velho e, armado, tentou escapar a pé, momento em que os agentes atiraram.
Marcos morreu no local, e o primo dele, Michael Pavão Coutinho, de 21 anos, que estava no carro, foi preso. Ele disse que o primo não obedeceu a ordem de parar porque tinha feito a carteira de habilitação recentemente e não queria perdê-la. Mas, discorda da versão da polícia quanto à abordagem depois de o carro já ter parado. “Ele acelerou, daí começou um monte de tiro. Ficou desesperado e acelerou mais. Depois perdeu o controle e do jeito que bateu saiu do carro e deitou no chão. A porta do caroneiro não abria por dentro, o policial abriu por fora, me tirou do carro, me bateu, me deu dois tiros de borracha no chão e eles deram os tiros no Marcos, que estava deitado no chão de costas”, contou.
O comando da PM em Toledo declarou que, por enquanto, com base nas informações que o comando do batalhão tem, os policiais agiram da maneira correta e que um inquérito será aberto pra investigar o caso. Eles também passarão por avaliação psicológica, que é de praxe após este tipo de situação.
Não foram informados quantos policiais estavam envolvidos na ocorrência, mas seriam três ou quatro equipes militares.
Ataque a ônibus
A polícia investiga também se a morte do jovem tem ligação com o ataque a um ônibus do transporte público de Toledo na noite de segunda-feira. O local onde o veículo foi abordado e incendiado por homens encapuzados fica a 50 metros de onde Marcos Pavão morava.
A família nega a relação entre os dois crimes. O jovem não tinha passagens pelo meio policial.
G1

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